Previna-se das lesões circenses!

Aproveitando o gancho do Dia do Circo de segunda, vamos falar um pouco de como prevenir lesões. Ainda não existem muitos estudos na área, pois várias lesões que ocorrem nessas modalidade também são encontradas em outros esportes, os quais apresentam já estudos básicos. Porém ao contrário do esporte, o circense não pode ter um travamento psicológico em uma apresentação; ele precisa se conectar com cada espectador.

Existem várias áreas dentro do circo: modalidade aérea, modalidade acrobática, equilíbrio, malabarística, manipulação de objetos e palhaços. Hoje o enfoque será na modalidade aérea, pois é a área que está ganhando maior popularidade como atividade física.

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Modalidade Aérea

Apresentar um corpo pequeno e leve, bom alinhamento e flexibilidade, são qualidade morfológicas que ajudam muito na modalidade aérea, e dependendo do equipamento, a capacidade de trocar a contração de fibras lentas para rápidas. Além disso é preciso estar confortável com altura e dor (devido ao atrito com a corda, tecido), ter coragem, capacidade de entender sequências complexas de movimentos, conhecimento de segurança, habilidade de se pendurar, orientação espacial e temporal, entre outras qualidades. No entanto essas são básicas para evitar lesões.

 

Sabemos que muitas pessoas não apresentam todas as qualidades, às vezes, nenhuma. Porém como o circo vem se tornando um exercício popular, muitas pessoas que nunca realizaram uma atividade física o procuram como alternativa, por ser algo lúdico e ativo. Assim que surgem várias lesões.

Tanto o professor como o aluno precisam saber o limite.

 

1. Comece com os passos básicos para alcançar a habilidade necessária.

É preciso conhecer o exercício, entender o passo a passo, e se necessário, quebrar cada movimento. Não pule etapas. É preciso entender de onde sair e onde quer chegar, Demonstrar o exercício, com bastante informação verbal, e quebrar em várias partes. É preciso conhecer o equipamento, tentar, errar e acertar. Verificar onde está a maior dificuldade e focar em dicas que serão úteis. E ter em mente objetivos alcançáveis. É preciso treinar muitos exercícios educativos, aprender a colocar o pé e segurar os equipamentos. Não avance sem saber os básicos.

 

2. Estágio associativo

Quando já está confortável com o movimento, e assim é possível visualizar as poses e deixar mais técnico. O objetivo é usar cada vez menos energia e deixar o movimento fluido. O aluno já sabe se auto corrigir, mas ainda é necessário o feedback no professor.

Normalmente se você não quer se tornar um profissional, essa fase é a ideal, como atividade física.

 

3. Automatizando

Quando os movimentos se tornam automáticos, é possível focar em outros fatores externos, como a ênfase que se deve aplicar em cada truque, a velocidade que querem aplicar, associar com coreografias ou interagir com outros artistas e o público.

 

Lembrar que cada movimento novo aprendido deve começar na fase 1 toda vez, até se for avançado. E se quiser ainda mais evoluir, associe o circo com outras atividades, como o Pilates!

 

Referências:

Progess in Motor Control: skill learning, performance, health, and injury – vol 826.

http://circustrainingaustralia.com.au/Circus-Training-Australia-Blog/motor-learning-made-simple/

 

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