Tabela de classificação funcional Paralímpica

Fica perdido assistindo a paralimpíada, não entendo o tipo de deficiência? Vamos facilitar para você. Ainda dá tempo de acompanhar vários jogos e competições, entendendo o que está acontecendo!

 

Todos os esportes apresentam uma letra que corresponde onde acontece a competição e um número, que corresponde à deficiência dos competidores.

Atletismo (T ou F)

A pista é simbolizada pela letra “T” , vem do inglês track e o campo, “F”, de field.

  • 11 a 13 – deficientes visuais
  • 20 – deficientes intelectuais
  • 31 a 34 – paralisia cerebral (cadeirantes)
  • 35 a 38 – paralisia cerebral (andantes)
  • 40 – anões
  • 41 a 47 – amputados e outros
  • 51 a 57 – competem em cadeiras de rodas (sequelas de poliomielite, lesões musculares e amputações).

 

Basquete em cadeira de rodas

Os atletas são classificados em oito categorias, sendo o número 1 a limitação mais significante e 4,5 a menos. O grau de deficiência de cada atleta em quadra deve ser somado, não excedendo 14.

1
1,5
2
2,5
3
3,5
4
4,5
Bocha (BC)
Há quatro classes funcionais:
  • BC1 – opção de auxílio de ajudantes, que podem estabilizar ou ajudar a cadeira do jogador e entregar a bola, quando pedido
  • BC2 – não podem receber assistência
  • BC3 – deficiências muito severas. Usam instrumento auxiliar, podendo ser ajudado por outra pessoa
  • BC4 – outras deficiências severas, mas que não recebem assistência.

 

Canoagem velocidade (K)

  • KL1 – usa somente os braços na remada
  • KL2 – usa troncos e braços na remada
  • KL3 – usa braços, tronco e pernas na remada

 

Ciclismo de estrada e pista (H,T, C ou B)

Usa a regra da União Internacional de Ciclismo (UCI), apenas com algumas adaptações. Para cada tipo de deficiência, há uma bicicleta específica. As quatro classificações funcionais estão ligadas ao modelo usado pelos atletas:

  • H1 a H5 – atletas impulsionam a bicicleta adaptada (handbike) com as mãos
  • T1 e T2 – ciclistas com paralisia cerebral cuja deficiência impede de andar em uma bicicleta convencional (competem em triciclos)
  • C1 a C5 – atletas competem em bicicletas convencionais. Classes direcionadas a competidores com deficiência físico-motora e amputados
  • B – classe destinada aos deficientes visuais. As bicicletas são de dois lugares, e o ciclista da frente enxerga normalmente.

 

Esgrima de cadeira de rodas

Seguem as regras da Federação Internacional de Esgrima (FIE), com adaptações de acordo com as necessidades dos cadeirantes. São duas classes funcionais:

  • A – atletas com mobilidade no tronco; amputados ou com limitação de movimento
  • B – atletas com menor mobilidade no tronco e equilíbrio

 

Futebol de 5

Todos, exceto o goleiro, são cegos.

 

Futebol de 7

Atletas com paralisia funcional, classificados de acordo com o grau de comprometimento físico, em uma escala que vai de 5 a 8, sendo que quanto menor a classe, maior a limitação. Cada equipe deve ter em campo pelo menos um atleta das classes 5 ou 6 e, no máximo, um da classe 8.

 

Goaball

Exclusiva para pessoas com deficiência visual. Há três classificações funcionais, sendo o menor a maior deficiência, mas todos ficam vendados:

  • B1
  • B2
  • B3

 

Halterofilismo

É a única modalidade em que os atletas são classificados por peso corporal, assim como nos Jogos Olímpicos.

 

Hipismo

São cinco classes funcionais, sendo que, quanto menor o número, maior a deficiência:

  • IA e IB – principalmente cadeirantes, atletas com pouco equilíbrio do tronco e/ou deficiência nos quatro membros ou sem equilíbrio do tronco e boas funções dos membros superiores
  • II – principalmente cadeirantes ou pessoas com alto grau de deficiência motora no tronco, com boas funções dos membros superiores, além de atletas com alto grau de deficiência no braço e leve deficiência na perna ou grave deficiência unilateral
  • III – normalmente os atletas conseguem se locomover sem auxílio. Têm deficiência moderada unilateral ou deficiência moderada nos quatro membros, e comprometimento severo do braço. Deficiência visual total ou severa
  • IV – atletas com deficiência em um ou dois membros ou alguma deficiência visual

 

Judô

A modalidade é disputada por atletas com deficiência visual, divididos em categorias de acordo com o peso corporal. As classificações funcionais são três:

  • B1 – cegos totais ou com percepção de luz, mas sem reconhecer o formato de uma mão a qualquer distância
  • B2 – atletas com percepção de vultos
  • B3 – atletas que conseguem definir imagens

 

Natação

S – nados livre, costas e borboleta

SB – peito

SM- medley

Os nadadores são agrupados em 14 classes funcionais – quanto maior a deficiência, menor a classe:

  • 1 a 10 – limitações físico-motoras
  • 11 a 13 – deficientes visuais
  • 14 – deficientes intelectuais

 

Remo

São três classificações funcionais:

  • AS – para atletas com deficiência no tronco e nas pernas, cuja mobilidade se restringe aos ombros e aos braços. A competição é individual
  • TA – destinada a atletas que realizam movimentos com o tronco e os braços. A prova é realizada em duplas formadas por um homem e uma mulher
  • LTA – para atletas que usam as pernas, o tronco e os braços para a remada. Esta categoria inclui até duas pessoas com deficiência visual. A embarcação é ocupada por quatro integrantes, sendo dois homens e duas mulheres, além de um timoneiro, que pode ser do sexo feminino ou masculino e não precisa ser uma pessoa com deficiência.

 

RUGBY EM CADEIRA DE RODAS

Competem no esporte tanto homens e quanto mulheres (não há divisão de gênero) com tetraplegia ou deficiências nas quais as sequelas sejam similares. Os atletas são divididos em sete classes funcionais, de acordo com sua mobilidade e resquícios de movimentos. Quanto maior a motricidade, maior a nota. A pontuação em quadra não pode ultrapassar oito pontos, mas, para cada mulher em quadra, mais 0,5 pode ser acrescentado ao limite de pontos da equipe – com duas mulheres jogando, por exemplo, a pontuação máxima pode ser 9.

0,5

1

1,5

2

2,5

3

3.5

 

Tênis de mesa

A modalidade tem 11 classificações funcionais, sendo que o menor número indica uma deficiência maior:

  • TT1 a TT5 – cadeirantes
  • TT6 a TT10 – andantes
  • TT11 – andantes com deficiência intelectual

 

Tênis em cadeira de rodas

Para participar é preciso ser diagnosticado com deficiência locomotora. São duas classificações funcionais:

  • Aberta – atletas com deficiência motora, mas sem comprometimento de braços e mãos
  • Quad – atletas com deficiência motora que afeta também os braços, dificultando o domínio da raquete e a movimentação da cadeira de rodas. Nesta classe, a disputa é mista.

 

Tiro com arco

Praticado por atletas com paralisia cerebral, paraplégicos, tetraplégicos, amputados, pessoas com doenças disfuncionais e progressivas e múltiplas deficiências.

  • Aberto: atletas com deficiência nas pernas e cadeirantes ou com deficiência de equilíbrio, atirando de pé ou sentado em um pequeno banco
  • W1: os atletas podem ter deficiência nas pernas e fazer uso de uma cadeira de rodas.

 

Tiro esportivo

Atletas com diferentes tipos de deficiência podem competir juntos em três classes:

  • SH1 pistol – atletas com deficiência nos membros inferiores e/ou braço não usado para atirar
  • SH1 rifle – atletas com deficiência nos membros inferiores
  • SH2 rifle – atletas com deficiência nos membros superiores e que precisam de suporte para a arma, pois não conseguem segurá-la com os braços.

 

Triatlo

  • PT1 a PT4 – atletas decorrentes de deficiências como carência de força muscular, deficiência nos membros, hipertonia, ataxia e/ou atetose, entre outras
  • PT5 (apenas feminina), as atletas podem ser: totalmente ou parcialmente cegas – um guia de mesma nacionalidade é obrigatório durante toda a prova.

 

Vela

  • 2.4mR – tripulado por um único atleta, que pode ter uma deficiência mínima
  • SKUD-18 – barco para dois tripulantes paraplégicos, sendo que é obrigatória a presença de uma mulher
  • Sonar – classe para três atletas. Cada um recebe uma pontuação que varia de 1 a 7 de acordo com seu grau de deficiência. O conjunto não pode somar mais que 12 pontos.

 

Vôlei sentado

No vôlei sentado, podem competir homens e mulheres que possuam alguma deficiência física ou relacionada à locomoção. Os jogadores são divididos em dois grupos, de acordo com o grau de limitação ocasionado pela sua deficiência. Os com amputações e com problemas locomotores mais acentuados são classificados como D (do inglês,disabled). Já os que possuem deficiências quase imperceptíveis como problemas de articulações leves ou pequenas amputações nos membros são classificados como MD (minimally disabled) – cada equipe só pode ter um MD em quadra por vez.

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