Doença renal crônica e exercícios

O título do estudo é:

Efeito dos exercícios e intervenção do estilo de vida na função cardiovascular na doença renal crônica

calculose-renal

(Effects of Exercise and Lifestyle Intervention on Cardiovascular Function in CKD)

Artigo completo: http://cjasn.asnjournals.org/content/early/2013/08/21/CJN.10141012.full

Indivíduos com doença renal crônica (DRC) apresentam grande prevalência de doença cardiovascular. Fatores que contribuem para a condição são: diabetes tipo 2, hipertensão e obesidade.

Eles apresentam capacidade cardiorrespiratória reduzida comparada com a população em geral, assim o exercício físico pode ser eficaz na manutenção da saúde em pacientes com DRC.

A doença cardiovascular na DRC é a primeira causa de mortalidade e morbidade, normalmente associada a hipertrofia do ventrículo esquerdo (VE) e dilatação, e contração diastólica e função sistólica prejudicadas. Há o risco de aumento da rigidez vascular. No descanso, a pressão de enchimento do VE é aumentada e a contratilidade é reforçada, a fim de manter o desempenho cardíaco.

Assim, devido aos indivíduos com DRC apresentarem enchimento cardíaco menos favoráveis, o exercício físico pode ajudar na melhora diastólica e função vascular.

Dessa forma, o objetivo deste estudo foi investigar o efeito do treinamento físico e intervenção no estilo de vida, com objetivos secundários de avaliar o efeito sobre fatores de risco cardiovascular, função cardíaca, rigidez arterial, ventricular e vascular em interação
DRC.

Os indivíduos realizaram 150 minutos de exercícios supervisionados por semana de intensidade moderada, por 2 meses. As sessões incluíram um aquecimento de 20-30
minutos de atividade aeróbica, usando uma escada rolante, bicicleta ergométrica, ou remo-ergômetro, e treinamento de resistência corporal com máquinas e pesos livres. Na conclusão
do treinamento baseado na academia, os pacientes começaram um programa domiciliar, com um folheto ilustrativo que descrevia a resistência das faixas elásticas e uma bola suíça.
Manteve-se um contato regular por telefone e e-mail, no qual eram questionados sobre a sua capacidade para manter os exercícios prescritos; se eles identificaram dificuldade, eles eram direcionados a assistir às aulas da academia para recordar sessões. Os pacientes realizaram exercício em uma intensidade moderada, com esforço percebido de 11-13 na escala de Borg de 20 pontos (17), e a progressão foi adaptada individualmente.

A intervenção no estilo de vida desenvolveu-se em 4 semanas de comportamento em grupo
e modificação de estilo de vida facilitada por uma nutricionista e psicólogo. O programa foi focado na dieta sustentável e mudança de comportamento para ajudar com perda de peso.

Foram realizadas análises bioquímicas, testes de capacidade máxima de exercício e e ecocardiograma para analisar os resultados obtidos dos indivíduos.

Os resultados encontrados estão de acordo com estudos anteriores, mostrando que o exercício físico é eficaz em melhorar os indivíduos com DRC que apresentam déficit da capacidade funcional.

 

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